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domingo, 28 de fevereiro de 2010

O exercício do coração

Ao praticar o Taijiquan, o relaxamento do corpo, sem a contração e contratura muscular, não bloqueia o sangue e facilita a circulação sanguínea.

O sangue flui fácil e intensamente.

O coração não precisa trabalhar com muito esforço para bombear o sangue, dada a facilidade da fluídez. Assim ocorrendo, a batida cardíaca não acelera, e a pressão sanguínea, inclusive, se reduz.

Você conhece um outro exercício que reduz a batida e a pressão do coração?

Por isso, o Taijiquan não tem contra -indicação para doentes de coração, idosos, cegos e demais deficiências físicas e mentais.
Todos os demais exercícios tem alguma forma de contra indicação.
Taijiquan não a possui. Todos podem praticar. Todos...

Aliado a uma respiração profunda, com intensa introdução de oxigênio, o metabolismo é acentuado. Gera-se mais energia " qi" ou " chi" em chinês.

O movimento lento busca o relaxamento e o acúmulo do " chi".
O sangue é a mãe do " chi".
O Taijiquan é o Qigong ( chi kung) em exercício. É como se o qigong fosse a matemática, e o taijiquan fosse a física.

Nos alimentamos mais de oxigênio, nos energizamos, geramos mais endorfina, serotonina, etc...
Olharemos a vida mais positivamente.

Conhece outro exercício que te armazena energia?

Demais exercícios te dão mais cansaço, pois aceleram mais as batidas cardíacas, e aumentam mais a pressão sanguínea.
Taijiquan te dá mais energia.  Por isso podemos fazer hora e hora e querendo mais.

O relaxamento dos movimentos só existe se houver um perfeito equilíbrio do corpo, sem a necessidade de contrair musculatura para a sustentação de posturas erradas( desequilibradas).

A massa do corpo é adequadamente distribuída, buscando o centro da gravidade do corpo num ponto de maior equilíbrio e estabilidade. Apesar do corpo entrar em movimento, sempre reconheceremos o centro da gravidade em alternância, em ponto do corpo de maior estabilidade e conforto.
" Não entrego o meu centro..."
Taijiquan ée xercício de impacto " zero".

Conhece um outro exercício sem impacto?

Os pés bem enraizados ao solo. Quando inspiro ( yin), " agarro" o solo com os dedos dos pés.
Quando expiro( yang) " parafuso" o metatarso dos pés no solo.

Treinamos o equilíbrio em todos os movimentos.
Criamos mais massa óssea.

Alimentamos mais os tendões e os ossos de nutrientes via sangue, já que os músculos estão relaxados( desbloqueados), possibilitando mais fluxo de sangue aos tendões e ossos, que são normalmente menos irrigados.

O Taijiquan não usa a inércia para jogar o corpo, mesmo por que o movimento é por demais lento para aproveitar o momentum.

Requer, contudo, concentração mental e espiritual para acumular o " qi" e para conjugar com o movimento consciente da massa corporal, aliada a concatenação respiratória.

Conhece outro exercício com tamanha concentração mental e espiritual?

Viva o Taijiquan, e teremos longevidade com saúde...

Li Zong Yi





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tai chi para a Saúde

Revista TAI CHI CHUAN

Número 19 - Outono 2006

Newsletter da Associação Internacional

de Tai Chi Chuan Estilo Yang

Um antigo Mestre de Tai Chi uma vez escreveu que o propósito último de se aprender Tai Chi era viver para sempre na estação da primavera de sua vida. Tai Chi não é apenas para se adquirir longevidade, mas também para se manter a vitalidade, mesmo numa idade avançada.



Bem vindo ao programa de Tai Chi para a saúde. Tai Chi é uma das maiores heranças culturais da China. A muito tempo aceito na China como um exercício ideal para vida longa e bem estar, as pessoas hoje praticam Tai Chi como uma arte, uma forma de medicina preventiva, um programa de manutenção da saúde, assim como, um programa de fitness e terapia difundida no mundo todo.

Começando como uma antiga arte marcial, o Tai Chi se desenvolveu através das eras como um sofisticado sistema de exercícios e desenvolvimento pessoal. Consiste numa série de movimentos vagarosos e contínuos designados a relaxar e desenvolver o corpo todo. O objetivo da seqüência cuidadosamente estruturada de movimentos é desenvolver a força interna do corpo, a resistência e a flexibilidade. Tai Chi é uma parte ideal de um programa integral de saúde reduzindo o estresse e suavemente construindo força, resistência, flexibilidade, equilíbrio e coordenação.

Estudos têm mostrado que o Tai Chi é um programa efetivo para a manutenção da saúde e como um tratamento para uma variedade de condições médicas que incluem:

- artrite e osteoartrite

- diabetes

- hipertensão

- fibromialgia

- ansiedade e depressão

- redução do estresse

- osteoporose

- dores nas costas

- má postura e falta de equilíbrio

- manutenção do peso

- recuperação pós-cirúrgica

Tai Chi é verdadeiramente um sistema que promove o bem estar que vai muito além de um simples exercício. Apesar de não ser uma "cura" para muitas das condições as quais este programa se dirige, a prática do Tai Chi tem um impacto positivo na saúde das pessoas que tem que encarar estas condições. Nesta prática tranqüila e consciente, na medida em que você relaxa, concentra-se na respiração, no seu equilíbrio e na sua postura, pode transformar-se em seu "porto seguro" para quem tem um estilo de vida apressado e agitado.

Uma vez aprendido o Tai Chi é um tesouro que vai durar a vida toda.

Extraído da Revista de Tai Chi Chuan - nº 19
Por Carl D. Meeks and Willian W. Wojasinski
Centro Yang Chengfu de Tai Chi Chuan - Kentucky - EUA

- "A prática do Tai Chi Chuan é a razão de sua longevidade ?"

- "Não diretamente. Tai Chi ajuda a cultivar um espírito relaxado. O espírito relaxado é o segredo da longevidade."

Entrevista com o Mestre Wu Tu Nan aos 105 anos de idade

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Peculiaridades sobre Taijiquan

  Existem dezenas de opções na busca pela saúde: boa alimentação, bons hábitos, exercícios diversos,viver sem stress, etc.
  Lembro que meu avô, herdeiro da milenar sabedoria chinesa, me dizia: boa alimentação, bom sono e boa excreção são sintomas de boa saúde (ele praticou Taijiquan, dos 45 aos 94 anos, quando faleceu).

 Outra sabedoria chinesa:
  A saúde começa pelas pernas. Isto é, sem pernas, não haveriam exercícios aeróbicos e instala-se o sedentarismo.
  Milenarmente os chineses acreditam na idéia da boa circulação sanguínea para uma boa saúde, e em geral, os exercícios físicos nos proporcionam uma boa circulação sanguínea.
  Secularmente, Taijiquan foi praticado para fins marciais: movimentos lentos concatenados com a disciplina respiratória, posturas que propiciam equilíbrio, bom enraizamento do corpo com o solo; convergem as energias físicas com forças mentais e espirituais, e do "soft - leveza" partem para o "hard -explosão", e assim impactam os oponentes.
  Taijiquan se pratica com lentidão justamente para buscar a leveza e o relaxamento. O "estado solto" pode emitir a explosão. E a explosão é a emissão da força.
 Após do advento do antibiótico, viu-se na China, que os praticantes de Taijiquan vivem 20 anos a mais que os não praticantes, de um modo geral. E por quê?
 Durante a prática do Taijiquan, a circulação sanguínea se acelera, inclusive nos micro-sistemas (micro-canais); a respiração é profunda, calma e intensa; o metabolismo (o ciclo de Krebs), a reação da glicose com o oxigênio, aumenta; o corpo se relaxa, a mente se acalma e se concentra em movimentos, o espírito se eleva com confiança; o corpo busca somente posturas com equilíbrio, o peso se "estaca" no solo (enraizamento).
  Com tempo, esta prática melhora a nossa saúde em quase todas as direções: aumenta nossa resistência imunológica, melhora o sistema cardiovascular, melhora a densidade óssea, desestressa nossa mente, melhora os músculos das pernas e coxas e a consciência do equilíbrio do corpo.
  É a busca da longevidade com saúde.

Li ZongYi

sábado, 23 de janeiro de 2010

Workshop Internacional de Chi Kung em Ribeirão Preto

Mestra Helen Xiao-Rong Wu


Nasceu em Shanghai, na China em 1956. Com 3 anos de idade começou seus treinamentos e estudos em artes marciais com seu avô, Zi-Ping Wang (1881-1973), lendário artista marcial, doutor da Medicina Tradicional Chinesa e possuidor de grandes habilidades nas artes marciais que levaram-no a ser instrutor de combate no exército nacionalista chinês e professor na primeira Escola Nacional de Artes Marciais de Nanjing. Mestra Helen Wu também treinou e estudou com sua mãe, Ju-Rong Wang (1928-2005), a primeira mulher que se tornou professora de artes marciais na China, reconhecida por suas grandes habilidades e conhecimentos nas artes marciais.
Mestra Helen Wu tornou-se uma expert em alguns dos maiores estilos de Kung Fu e Tai Chi Chuan sob o ensino de renomados mestres de artes marciais incluindo, Mestre Bin Quan He e Mestre Zhon Wen Fu. Durante os anos que passou no Departamento de Educação Física da Universidade de Shanghai, treinou com o Professor Rong Wei Shen e o técnico Fu Yun Zhang, atualmente o técnico chefe do time de Wushu de Shanghai.
Em 1982, Mestra Helen Wu graduou-se no Departamento de Educação Física na Universidade de Shanghai e permaneceu como professora de medicina do esporte. Enquanto ensinava, continuou seus estudos fazendo cursos em traumatologia tradicional chinesa, medicina de reabilitação e tratamento de injúrias no esporte. Mestra Helen Wu tem estudado e pesquisados sobre as artes marciais tradicionais chinesas sob o ponto de vista da fisiologia do exercício e medicina dos esportes. Ela é autora de mais de vinte artigos publicados em vários jornais chineses e publicou cinco livros sobre Tai Chi, Wushu, traumatologia e medicina esportiva.
Mestra Helen Wu também ganhou considerável experiência médica e clínica, estudando e praticando sob a direção de seu pai, Dr. Cheng De Wu (1930-), famoso professor e especialista em ortopedia. Ela praticou medicina chinesa no Shanghai Sixth People´s Hospital e Shanghai Xin-Le Hospital e atendeu em uma clínica de Shanghai por quatro anos.
Depois de mudar-se para o Canadá em 1989, continuou sua carreira de ensino e serviu como membro da diretoria do Canadian Tai Chi Chuan Federation e United Wushu Federation of Canada. Ela introduziu o Tai Chi, Chi Kung e Kung Fu para o público através de várias revistas e programas de televisão e foi convidada para ser palestrante em vários hospitais e universidades.
Em 1999, a Kung Fu / Tai Chi Magazine, uma grande revista de Artes Marciais dos Estados Unidos, e a revista canadense Martial Arts Fitness and Profiles, homenagearam e reverenciaram Mestra Helen Wu por seus extraordinários talentos e inestimáveis contribuições para as artes marciais.
Em Fevereiro de 2004, a revista Kung Fu / Tai Chi Magazine novamente destacou suas conquistas e realizações com uma pioneira na introdução das artes marciais chinesas e sistemas de cura na América do Norte.
Em 2008, Mestra Helen Wu foi reconhecida na publicação “Extraordinários Artistas Marciais Chineses pelo Mundo” como uma entre os 100 extraordinários e eminentes educadores de Wushu (Top One Hundred Extraordinary & Prominent Wushu Educators).
Em 2009 ministrou um workshop de Chi Kung Terapêutico no Simpósio Internacional de Tai Chi Chuan em Nashville nos EUA, oportunidade que tivemos de conhecê-la e, logo depois, convidá-la para vir ao Brasil pela primeira vez ministrar um Workshop de Chi Kung Terapêutico e Filosofia Oriental.
Atualmente Mestra Helen Wu ensina Tai Chi Chuan e Chi Kung na School of Kinesiology and Health Science at York University em Toronto no Canadá, onde mora. Também ministra cursos, palestras e workshops, ensinando Chi Kung Terapêutico, Filosofia Oriental, Tai Chi Chuan e técnicas de cura para milhares de pessoas.


Chi Kung Terapêutico 24 Posturas

É uma sequência de 24 exercícios simples e agradáveis de Chi Kung que tem o objetivo de aliviar doenças crônicas, prevenir diversas disfunções e problemas de saúde, reduzir o estresse e a tensão, regular as funções fisiológicas, melhorar a circulação, fortalecer o sistema imunológico e proporcionar calma mental.

Esta sequência é baseada em um programa tradicional dos Mestres da Família Wu de instruções em artes marciais chinesas internas e externas e inclui métodos de cura para se atingir uma ótima saúde. É um sistema de treinamento chamado “Wu Yi Jie He” no qual combina Medicina Chinesa e Artes Marciais Chinesas, passado através das gerações da família dela.

Mestra Helen Wu tem pesquisado, refinado e melhorado a sequência original de exercícios de Chi Kung e dividiu em três fáceis sub-rotinas. A primeira beneficia a parte superior do corpo (pescoço, ombros, braços...), a segunda foca o meio do corpo (lombar, cintura...), e a terceira foca a parte inferior (juntas dos quadris, joelhos, pernas, tornozelos...).

No total são 24 exercícios que ajudam na melhoria da circulação do Chi em todas as partes do corpo, atuando como uma prática preventiva e de cura e, também, como um sistema de bem-estar psicológico e emocional.

Neste Workshop em Ribeirão Preto, Mestra Helen Wu ensinará a sequência completa do Chi Kung Terapêutico 24 Posturas, falará sobre os benefícios de cada exercício e sobre a teoria e filosofia envolvida.

Pessoas de qualquer idade podem participar deste Workshop, mesmo não tendo experiência em Chi Kung, Tai Chi Chuan e nas Artes Orientais.

Ela trará alguns exemplares do Livro "Chi-Kung, Tai-Chi and Fan - A Step by Step Training Course for Wellness and Personal Development" que ela publicou no ano de 2005.

Programação do Workshop:
17 de Abril

Sábado
9:00 às 10:30 - Teoria e Filosofia
10:30 às 12:00 - Prática do Chi Kung Terapêutico 24 Posturas
14:30 às 16:00 - Teoria e Filosofia
16:00 às 17:30 - Prática do Chi Kung Terapêutico 24 Posturas
18 de Abril

Domingo
9:00 às 10:30 - Teoria e Filosofia
10:30 às 12:00 - Prática do Chi Kung Terapêutico 24 Posturas
12:00 - Entrega dos Certificados para os participantes
12:30 - Almoço Especial com a Mestra Helen Wu e os participantes do Workshop


Investimento:
Valor da Inscrição: R$ 20,00
Pagamento até 15/02 ................... = R$ 220,00
16/02 até 15/03 ........ = R$ 250,00
16/03 até 15/04 ........ = R$ 280,00





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VAGAS LIMITADAS - GARANTA JÁ A SUA VAGA !





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sábado, 16 de janeiro de 2010

A grande muralha da China


Uma das maravilhas do mundo é a Grande Muralha que passa cerca de 80 km ao norte de Beijing. Construída com enormes blocos de pedra, como muro isolado entre propriedades, entre os anos de 221 e 210 a.C., tinha 6.900 Km de comprimento, incluindo braços e ramificações. Estima-se que sua construção envolveu cerca de 1 milhão de pessoas, muitas das quais morreram ali mesmo. Em 214 a.C, Shi Huang Ti, primeiro Imperador da China unificada, uniu as partes internas da muralha. Foi reconstruída no século XVI com 2.400Km. Em 1979, 51 km foram destruídos para dar lugar a uma represa hidroelétrica.
O traçado e as características atuais da Grande Muralha foram concluídos durante a dinastia Ming, a primeira a utilizar tijolos produzidos com a ajuda de outra inovação chinesa, as olarias. A obra se estendeu por 200 anos. Além dos tijolos, alguns pesando 12 quilos, a fortificação foi ornamentada com pedras que exigem oito pessoas para carregá-las. Sua construção é um feito de engenharia – a muralha estende-se em trechos íngremes de até 70 graus de inclinação. A altura da muralha é 4,5 a 12,0m, a largura é de 0,40 a 6,0m e a espessura, de 9,8m.
A muralha é uma montanha-russa natural onde, muitas vezes, só se consegue subir os degraus de quatro, com as mãos no chão.
A Grande Muralha, para os chineses, sempre foi motivo de orgulho. Com um design arquitetônico muito específico e uma rica base cultural e histórica, a Grande Muralha atrai milhares de turistas e se encontra listado, desde 1987, como patrimônio cultural da humanidade.

domingo, 22 de novembro de 2009

Um pouco da história do Tai Chi Chuan

A estruturação formal do Tai Chi Chuan só ocorreu entre os séculos VIII e XIII d.C., como uma arte marcial derivada do Kung Fu praticado no templo budista de Shaolin. Este Kung Fu foi primeiramente denominado "Tai Chi Chuan Wudang" devido ao fato de ter sido sistematizado no templo budista de Wudang

Depois que saiu do templo Wudang, o Tai Chi Chuan evoluiu em várias direções.
Nos primeiros tempos foi aplicado como arte marcial pura, sendo que resquícios desta época ainda estão presentes na forma de competições de luta de Tai Chi Chuan em Cingapura e Hong Kong. Apesar disso, o ramo que mais se desenvolveu foi o do Tai Chi Chuan como atividade física para a saúde, que incorporou conceitos da filosofia, da medicina e de outras ginásticas e práticas terapêuticas chinesas, sem descartar completamente o aspecto de arte marcial.

Há, pelo menos, cinco estilos descendentes diretos do Tai Chi Chuan Wudang (Chen, Yang, Wu, Wu Hao e Sun) e incontáveis estilos menores praticados sem metodologia uniforme e com ênfase na forma, como parte do patrimônio da cultura chinesa.

Em 1956, o Comitê Esportivo Nacional Chinês (órgão similar ao Ministério dos Esportes) reuniu professores de educação física e médicos para desenvolveram uma seqüência curta do Tai Chi Chuan contendo elementos dos vários estilos, no intuito de regulamentar, popularizar e facilitar a prática, tanto terapêutica quanto desportiva da modalidade.

A Seqüência Curta do Tai Chi Chuan ou Tai Chi Chuan Simplificado e os exercícios que compõem esta prática foram publicados numa série de cadernos pedagógicos oficiais, posteriormente reunidos e traduzidos para os principais idiomas ocidentais com o nome de WUSHU - Guia Chinês para a Saúde e o Preparo Físico da Família. Este guia para professores descreve e ilustra, em pormenores, as diversas técnicas disponíveis para o planejamento da prática do Tai Chi Chuan.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Termos vinculados ao taijiquan e qi gong

An (empurrar) – uma das oito forças. Usa-se a palma de uma mão ou de ambas para empurrar o oponente com a intenção de que a força penetre em seu corpo adiante do ponto de contato. Se relaciona com o trigrama DUI (lago/metal).

An jin (An chin) – energia oculta.

Ba Duan Jin (Pa Tuan Chin) – “Oito peças de um brocado de seda”. A forma de Qigong (Chi kun) e se compõe de oito exercícios que trabalham sobre estiramentos para fortalecer músculos, tendões e todo o sistema de órgãos internos e meridianos energéticos. Foi descrito pela primeira vez no “Xiu Zhen Shi Shu” – Dez tratados sobre a restauração da vitalidade original, no século VIII d.c. Muitos autores atribuem a origem desta forma ao general Yueh Fei da dinastia Song, quem compôs os exercícios a partir do “Yi Jin Jing” – clássico sobre os mudanças músculo/tendão, de Bodhidharma.

Bagua Zhang (Pakua Chang) – “Palma dos oitos trigramas”. Arte marcial interna de claras raízes taoístas. Sua criação é atribuída a Dong Haichuan. Sua particularidade mais evidente é seu deslocamento circular (caminha-se simbolicamente sobre os oitos trigramas do Yijing (I Ching)), os golpes com a palma e a posição espiral de todo o corpo durante a ação.

GLOSSÁRIO – publicado por Tai Chi Chuam – revista de artes e estilos internos

sábado, 31 de outubro de 2009

Os Dez Pontos Importantes de Yang Cheng-Fu

Comentados pelo Mestre Yang Zhenduo.

Na primeira parte da forma estão contidos os 10 princípios que devem ser observados muito atentamente, desde a primeira saída de movimentos.

1. Energia leve e sensível no topo da cabeça. Fique ereto e mantenha a cabeça e o pescoço naturalmente eretos com a mente concentrada no topo da cabeça. Não tencionar demais pois isto não permite que o sangue e a energia vital circulem suavemente.

2. Afundar o peito e arredondar as costas. Mantenha o peito ligeiramente para dentro o que o capacita a afundar ou submergir a respiração no Tan Tien (baixo ventre). Não deixe o peito para fora (protuberante) pois isto vai fazer com que a respiração torne-se difícil e de alguma forma o topo vai ficar pesado. Uma grande força pode surgir desde a espinha apenas quando você mantém a energia vital no baixo ventre.

3. Relaxar a cintura No corpo humano, a cintura é a parte dominante. Quando relaxamos a cintura, os dois pés terão força o suficiente para formar uma base sólida. Todos os movimentos dependem da ação da cintura como se diz nos clássicos: “A força vital vem desde a cintura”. Os movimentos desajeitados no Tai Chi Chuan surgem de ações erradas da cintura.

4. Discernir cheio e vazio É de importância primeira no Tai Chi Chuan distinguirmos entre “Xu” vazio e “Shi” cheio. Se mudamos o peso do corpo para a perna direita então a perna direita vai esta plantada solidamente no solo e a perna esquerda vai estar na forma vazia. Quando o peso está na perna esquerda, então a perna esquerda estará solidamente plantada no solo e a perna direita vai estar na forma vazia. Apenas desta forma poderemos girar e mover o corpo sem esforço e corretamente., de outra forma seremos lentos demais e desajeitados nos movimentos sem sermos capazes de permanecer estáveis e firmes em nossos pés.

5.Afundar os ombros e cotovelos. Devemos manter os ombros na posição natural e relaxados. Se elevamos os ombros, o chi vai subir com eles e todo o corpo vai ficar sem força. Devemos também manter os cotovelos para baixo senão não seremos capazes de manter os ombros relaxados e mover nosso corpo de forma suave.

6. Usar a mente e não a força. Entre as pessoas que praticam Tai Chi Chuan é bastante comum ouvir o comentário: “É questão de usar inteiramente a mente, não a força”. Na prática do Tai Chi Chuan, todo o corpo está relaxado e não há idéia de força bruta ou endurecida nas veias ou juntas por trás dos movimentos do corpo. As pessoas podem perguntar: - Como é possível se aumentar a potência ou a resistência sem exercer força? De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa no corpo humano existe um sistema de canais, os meridianos que ligam as vísceras com as diferentes partes do corpo, fazendo do corpo humano um todo integrado. Se o meridiano não estiver bloqueado, a energia vital vai circular no corpo inteiro. Mas se o meridiano for preenchido com força bruta, a energia vital não será capaz de circular e consequentemente o corpo não vai se mover facilmente ou suavemente. Deve-se assim usar a mente ao invés da força bruta, pois assim a energia vital irá seguir a consciência e circular por todo o corpo. Através da prática persistente seremos capazes de cultivar e desenvolver uma força interna genuína. Isto é o que os expertos em Tai Chi Chuan chamam de: “Flexível na aparência, mas poderoso na essência”. Um mestre de Tai Chi Chuan tem braços que são tão fortes como varas de aço recobertas de algodão, com imenso poder oculto. Os boxeadores da “escolas externas” ( um ramo de wushu que enfatiza o ataque, opostamente as “escolas internas” que enfatizam a defesa), parecem poderosos quando exercem força, mas quando param de exercer força, o poder já não existe mais. Assim sendo uma força meramente superficial.

7. Coordenar o Superior e o Inferior. De acordo com a teoria do Tai Chi Chuan a raiz está nos pés, a força é emitida através das pernas, controlada pela cintura e expressa pelos dedos; os pés, pernas e a cintura formam um todo harmonioso. Quando as mãos e a cintura e as pernas se movem, os olhos devem seguir o seu movimento. Isto pode acontecer quando houver coordenação entre a parte superior e inferior. Se alguma parte para de mover-se, então os movimentos serão desconectados e cairão em desordem.

8. Harmonia entre o Interno e o Externo Praticando Tai Chi Chuan o foco está na mente e na consciência. Daí o dito: “a mente é o comandante e o corpo seu subserviente”. Com a tranqüilidade da mente, os movimentos serão suaves e graciosos. Com relação à “forma” há apenas o “Xu” (vazio), shi (sólido), kai (aberto) e he (fechado). Kai (aberto) não significa apenas abrir os quatro membros, mas a mente também; e he (fechado) significa fechar a mente junto com os quatro membros. A perfeição é atingida quando se unifica os dois e se harmoniza o interno e o externo num todo completo.

9. Importância da Continuidade No caso das escolas externas (que enfatizam o ataque) a força que se exerce é rígida e os movimentos não são contínuos, mas acontecem paradas de movimentos que permitem que o oponente possa tirar vantagem. No Tai Chi Chuan se focaliza a atenção na mente e não na força e os movimentos de início ao final são contínuos e num círculo infinito, assim “como um rio que flui sem fim” ou “como tirar cera do casulo.”

10. Tranqüilidade no Movimento. No caso das “Escolas Externas” de boxe, a ênfase é colocada em saltar, dar pancadas, socar e exercer força, e assim freqüentemente o praticante fica ofegante após a prática. No Tai Chi Chuan o movimento é combinado com a tranqüilidade e enquanto se executa os movimentos, se mantém a tranqüilidade da mente. Na prática da “forma”, quanto mais lento o movimento, melhores resultados são conseguidos. Isto acontece porque quando os movimentos são lentos, pode-se respirar profundamente e submergir a respiração no Tan Tien. Isto produz um efeito suavizante no corpo e na mente. Aprendizes de Tai Chi Chuan irão conseguir uma melhor compreensão de tudo isto, através de estudo cuidadoso e prática persistente.

domingo, 18 de outubro de 2009

TAO TE KING


São inúmeros os mistérios que envolvem a origem do criador do Tao Te King. Sua existência é posta em dúvida por muitos estudiosos, desde o estranho relato do seu nascimento.

Conta à lenda que sua mãe o carregou no ventre por mais de oitenta anos. Nascendo assim o velho menino, sendo este o significado de Lao Tsé, já envelhecido de barba e cabelos brancos demonstrando enorme sabedoria.
Lao Tsé passou a primeira metade da sua vida trabalhando como historiador e bibliotecário na corte chinesa. Ao chegar à meia idade, retira-se para a floresta como eremita. Durante quase meio século de estudo, meditação, solidão e silêncio, Lao Tse deve ter auscultado a voz do infinito, sentido a intuição cósmica, percebido a alma do universo.
Finalmente aos 80 anos, descontente com os descalabros governamentais, ele parte para sempre da China. Porém aos chegar na fronteira, o guarda da divisa, Yin Hsi o reconhece como um grande sábio, solicitando o resumo de sua filosofia. Lao Tsé lhe entregou um manuscrito que continha toda a plenitude da mais pura essência do atual Tao Te King.
Tao significa o Infinito, o Supremo, o Absoluto, a Plenitude, a vida Universal. Jamais um Deus, um ser como nas crenças ocidentais. Te é relativo a direção, a caminho, diretriz. Já King corresponde a livro, documento. Então Tao Te King pode ser traduzido como”O livro que leva ao Supremo”ou “O livro que revela o Universo”.
Tao Te King é um dos livros mais importantes da literatura universal. Escrito por Lao-Tsé por volta do século VI A.C., na China. É a essência filosófica do Taoísmo. O conteúdo deste livro, de 81 poemas concisos, consta de pequenos aforismos, muitas vezes em forma de paradoxos.Da mesma forma que o autor esta envolto pelo grande mistério da sabedoria oriental, o que para os ocidentais às vezes apresenta-se quase de forma incompreensível, sua obra faz ressaltar as diferenças fundamentais entre o modo de pensar ocidental e oriental, o que já nos coloca do outro lado da posse deste universo. Porém para compreensão desta, é preciso que o leitor se deixe levar sem medos e sem tentar construir respostas aos paradoxos, não se deve explicar, mas descobrir, simplesmente sentir, pois não está subjugado ao um modo de pensar, mas uma forma de leitura. Existem várias traduções das quais escolhemos aquela que mais nos tocou diretamente, pois para entendermos o sentido verdadeiro da filosofia de Lao Tsé devemos estar na mesma sintonia cósmica e abertos para esta nova vivência.

POEMA I

TAO CHAMADO TAO NÃO É TAO
NOMES NÃO PODEM DAR NOMES
A NENHUM NOME DURADOURO
SEM NOME: A ORIGEM DO CÉU E DA TERRA
DAR NOME: A MÃE DAS DEZ MIL COISAS
VAZIO DE DESEJO: PERCEBE MISTÉRIO
CHEIO DE DESEJO: PERCEBE MANISFESTAÇÕES
TEM A MESMA FONTE, MAS NOMES DIFERENTES.
CHAME OS DOIS PROFUNDOS
PROFUNDO E DE NOVOS PROFUNDOS
PORTAL PARA TODOS OS MISTÉRIOS

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A China e o Tai chi


Alguns países não nos surpreendem. São os que se espera, se sabe que algo acontece ou vai acontecer.
Sabe-se que ali muita coisa ainda está por surgir, mas como são países pobres, Egito, por exemplo, é bom que as descobertas não aconteçam. O esquecimento dos séculos as protege mais que as vitrines dos museus.
Além do Egito, cito ainda a Índia, o México a China, toda a Indochina e parte da América Latina.

Em termos de arqueologia, tudo pode acontecer nesses países. Os Guerreiros de Terracota de Xiam, por exemplo: é um exército de 7,000 figuras em tamanho natural, com armas, carroças, cavalos. 7.000 até agora, pois ainda falta muito para escavar.
Só poderia ser na China.
Com a última Olimpíada o mundo se deu conta que tudo no Império do Meio é grandioso.

Lembro uma manhã em Shangai na minha 1ª viagem ao Dragão amarelo.
Foi em 1973, durante a revolução cultural. Saí quase fugido do hotel às 6 da manhã, onde a vigilância era permanente.
Como falei, eram tempos da revolução cultural.
A proposição para a escapada era ingênua: ver os chineses praticando o Tai chi chuan. O detalhe: eram milhões deles, milhões mesmo. Na minha cabeça Shangai inteira se exercitava. No centro tem um parque estreito, mas muito comprido, entre o Rio das Pérolas e uma avenida. Do outro lado edifícios sóbrios, ainda do tempo da dominação inglesa. Chama-se a região O BUND.

Era um amanhecer de outono, todos os chineses e chinesas com o terno azul do Mao Tse Tung, ou camisas brancas, a única roupa na China. Todos a usavam, homens ou mulheres.
Os grupos se diferenciavam pela habilidade. Alguns principiantes, mas a maioria, muito treinada seguia os líderes, e davam um show de movimentos lentos, graciosos e simultâneos. Tudo envolto por uma leve neblina que encobria à nós e parte do rio.

A cena durou até mais ou menos as 7h30 quando os lentos charmosos movimentos foram substituídos pela correria das grandes cidades. Alguns, os mais hábeis provavelmente, continuavam em pequenos canteiros como nas pequenas ilhas que dividiam o trânsito barulhento. Os praticantes o faziam propositalmente, para colocar a prova a sua concentração no meio daquela balburdia.

Lembro até hoje aquelas figuras se movendo lentamente, esmaecidos pela cerração que o rio nos proporcionava.
Agora fiquei sabendo, que aqui em Porto Alegre, há também um grupo que pratica diariamente no Parque Moinhos de Vento e o professor é chinês.
Essa integração, do corpo, mente e respiração, com movimentos lentos deve propiciar aos praticantes uma grande energia, mais ainda ali, tendo a grama, as árvores e o lago do Parcão, e sem as buzinas estridentes de Shangai.
Amanhã vou vê-los.

Texto de Flavio Del Mese/
Adaptado do Documentário " A China que eu vi".

domingo, 4 de outubro de 2009

Um pouco sobre Chi-Kung


É a arte de desenvolver energia, beneficiando a saúde, desenvolvendo força interior e energia para formação mental.Em chinês chamado "qi", pronunciado e por vezes escrito "chi" no Ocidente.O chi é a energia que nos permite, você e eu, a andar, falar, trabalhar,divertir-nos e realizar uma infinidade de atividades necessárias para viver. Também é a energia que transforma o alimento que você comeu , que move os músculos necessários para o sorriso, que luta contra os microrganismos inimigos que invadem o nosso corpo, que transmite mensagens do cérebro aos vários órgãos e tecidos e faz muitas coisas dentro do corpo que são essenciais para manter-nos vivos. Evidentemente, o chi , não se obtém apenas praticando Chi- Kung.Normalmente obtemos nosso Chi ou energia vital, do ar que respiramos e dos alimentos que comemos.Porém a prática do Chi-Kung, potencializa a nossa energia, permitindo-nos obter mais da vida . Há três aspectos do Chi-Kung que tem um valor inestimável, saúde, força interior e treinamento mental, para aqueles que estão dispostos, realização espiritual. você pode trabalhar com eficiência e bom humor de manhã à noite e ainda ter energia para curtir a noite com sua família.O Chi-Kung melhora nossa qualidade de vida.Podendo ser praticado por qualquer pessoa.Os exercícios são introduzidos de forma sistemática não sendo necessário praticar todos de uma só vez.Basta praticar uma só técnica, porém sempre mantendo uma postura e respiração corretas.
Bibliografia:El arte del Chi-kung - Wong Kiew Kit

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tai chi

Filósofos chineses falam que a origem de todas as coisas vem do Tai Chi.
Os livros representam o diagrama do Tai Chi da seguinte forma: sobre um semi diâmetro de um círculo traça-se um semi círculo e, sobre o semi diâmetro abaixo, espelha-se outro semi círculo.
A figura inteira representa o Tai Chi, e as duas porções divididas, formadas por uma linha curva, caracteriza-se pelo que chamamos de Yin e Yang, símbolo onde é traçado um singular paralelo entre a ficção da mitologia egípcia e o mistério Chinês, onde, supostamente, existe uma intervenção dos princípios masculinos e femininos no desenvolvimento do ovo, ou seja, na origem de todas as coisas.
O Tai Chi divide-se em Yang e o Yin, o ativo e o passivo, os princípios masculinos e femininos, e que isso produz todas as coisas.
O círculo representa a origem de tudo e, quando dividido em dois segmentos , diz-se reduzir aos seus constituintes primários, ou seja, os princípios masculinos e femininos.
Tai Chi é a essência da extrema virtude e a perfeição entre paraíso e terra, homem e coisas. Falando figurativamente seria como a viga mestra de uma casa, ou o pilar central de um cilo, estando sempre no meio da construção, onde tudo é apoiado sobre essa estrutura.
Do Tai Chi, também chamado de Grande Extremo ou Princípio Máximo, composto de Yin e Yang, surge os cinco elementos, base de todas as coisas e dos seres humanos, expandido pelos princípios masculinos e femininos e enriquecidos desde o nascimento pela possessão das cinco virtudes, ou seja: Benevolência, Pureza, Propriedade, Sabedoria e Verdade.
Finalizando, o Tai Chi cercado pelos oito trigramas, traz bons presságios, sendo frequentemente pintado sobre casas chinesas, com a finalidade de proteger contra as influências maléficas.

Bibliografia: Tradução de Fátima Mazzoleni do livro de Simmone Kuo, Yin-Yang in Tai Chi and Daily Life,Part 1: Simu’s Teachings, pág. 31.

domingo, 6 de setembro de 2009

Taijiquan no Parcão,Porto Alegre: YIN X YANG

Literalmente YIN em chines significa "sombra/escuro", e YANG significa "brilho/luz".

Quando temos uma escuridão da noite para contrapor o brilho do dia, criamos um dualismo de dia/noite. (um não existe sem o outro)

Quando se tem a morte na natureza, logo conceituamos o oposto como a vida. (uma não existe sem a outra)

Inclusive em visões abstratas: se conceituamos o "belo", logo estabelecemos a idéia do "feio". (um naturalmente existe para contrapor sobre outro)

Se criamos a ideia do "cheio"; em seguida o "vazio" complementa o dualismo. (um conceito leva ao outro)

O Taoismo genericamente intitula isso como o conceito do YIN x YANG.

Não havendo um, não haveria o outro. (um não existe sem a outro)

(por exemplo: No paraíso, haveria uma total ausencia de conceitos; pois não haveriamos rico x pobres; belos x feios; mortais x imortais; bondades x crueldades e etc...) Não haveria Yin Yang, e seria o estado do UNO.

É esta a visão que o Taoismo quer enxergar o mundo, ainda em vida. Para isso: meditam. Buscam o estado do UNO. Um estado sem conceitos. Um estado "divino".
(se não encontraram a imortalidade, no mínimo alcançaram mais a longevidade com atitudes e comportamentos naturais na vida. O Taoismo prega em seguir as leis naturais da vida, e uma vida natural. Por exemplo: É natural dormir a noite e não durante o dia. Outro exemplo: beber água e sucos é natural, mas alcool é criação humana e etc...).

No Taijiquan, o Yin significa a humildade, com o corpo receptivo ; isto é: mais vazio - mas "sempre" com a postura bem correta/relaxada e pés/pernas enraizadas no solo/universo.

E Yang significa mais confiança; com o corpo mais confiante ; isto é: mais cheio - postura corretíssima e relaxada , e pés enraizados no solo/universo, de onde a força nascerá, e do relaxamento total - ganhará a velocidade e a energia -, movimentando para impactar o adversário; e no instante do impacto contra o corpo do adversário, realiza-se o "fajin"; isto é: a junção de todas as juntas/conexões do corpo numa fracção de segundo, e transmitir toda a força do universo dos pés para uma parte do corpo, como, na palma de uma mão, por exemplo. E o corpo inteiro como um monobloco de rocha. Mais a emissão do "qi". Do "qi" se potencializa a força. É a junção da força física, mental e espiritual.

Logo, os movimentos levam a um jogo do corpo entre "cheio" e "vazio" no Taijiquan.

Quando recebe um "impacto"; com a humildade, se deixa o corpo "vazio". Quando eu impacto o adversário; o faço com confiança, me procuro estar "cheio". Com os pés firmemente enraizados no solo. Sou um objeto monobloco, inteiro, impactando o adversário. Com a expiração e a emissão do "qi". A minha força será gigantesca.

No movimento yin se costuma inspirar; e no yang se costuma expirar.
O braço direito, o yang é no sentido horário, e o yin, anti-horário. O esquerdo seria o contrário.

Isso leva a existencia do YIN x YANG no Taijiquan.
Segundo muitos grandes mestres: Taijiquan não é senão Yin/Yang.
(tem-se ainda a espiralidade, mas isso já seria mais uma historia)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma nota sobre a escrita e pronúncia

No alfabeto chinês, ( Pinyn) temos algumas palavras que no alfabeto romano são escritas de forma diferente.
Por exemplo, Qi ( pinyn) Chi ( romano) Qigong ( pinyn) Chi Kung ( romano) Gongfu( Pinyn) Kung Fu( romano) e Taijiquan( pinyn) Tai chi chuan ( romano).